quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Até onde podemos chegar?

Nesse último final de semana aconteceu na Alemanha a Maratona de Berlim, onde o Keniano Dennis Kimetto superou o recorde dos recordes, com um ritmo médio incrível de corrida terminando a prova em 2h02min57s, um pace médio de 2’54”. Isso mesmo: 2 minutos e 54 segundos a cada quilômetro percorrido.

Sou um mero estudante e sei muito pouco do que se fala acerca dos parâmetros físicos, fisiológicos, psicológicos, acerca de nutrição, treinamento, disciplina e também vontade própria. Tudo isso, além de muitas outras variáveis são influentes diretos do rendimento esportivo e este é um dos motivos que me leva ao questionamento inicial desta conversa.

O corpo humano é dependente de uma série de combinações para que alcance seu ponto máximo de desempenho, mas até quando poderemos ver recordes derrubados cravando marcas cada vez mais baixas? É possível que por toda a eternidade esses parâmetros sofram alterações junto da evolução de nossa espécie ao decorrer do tempo?

Não sei, e o mundo científico também não pode afirmar com clareza o que acontecerá. Podemos no máximo fazer suposições, pois não sabemos em momento algum como pode o corpo humano se comportar no decorrer de uma competição qualquer que seja. Esperamos que sim, que estas marcas sejam superadas pois estas façanhas são o que nos causa ansiedade e desperta a curiosidade em apreciar eventos aleatórios.

Enquanto escrevo fico aqui imaginando: “caramba! 2’54/km, isso é insano”. Vamos clarear um pouco mais: é uma velocidade média de 20,34km/h, mantidos durante 2 horas, 2 minutos e 57 segundos. Bem, eu não sou fundamentalmente um corredor. Sou triatleta amador, mas tenho uma corrida considerada “regular”.

Fracionei esse ritmo para um ‘tiro’ de 400m para comparar de maneira mais paupável. Posso realizar em um tempo de 1’20” cada, suportando até 15 repetições, com um intervalo de pelo menos 45 segundos entre eles. No caso do Keniano, é como se Dennis tivesse realizado sucessivas 105 repetições ininterruptas de 400m em cerca de 1’12” cada uma delas. É mole?

Depois dessa, estou me sentindo meio lixo... mas tudo bem, eu não sou mesmo corredor(Ufa!!). É um feito histórico, e merece muitos aplausos. Mais um Africano com uma estrela de ouro na história das maratonas e mais uma vez com quebra de recorde, o que já parecia sobre humano. Até o próximo!